RPCOM AÇÃO

Assuntos ligados a comunicação corporativa e suas diversas funções

A estratégica comunicação interna

Arquivar em: Comunicação corporativa, Lista de Links, Sem Categoria — Diferencial Comunicação Empresarial at 10:13 pm on Quinta-feira, Outubro 26, 2006

A comunicação interna é tema das últimas aulas de Comunicação Empresarial,   o texto abaixo irá agregar ao aprendizado.

Boa leitura!

Cleide Machado

A estratégica comunicação interna

Por Mônica Alvarenga*

Para que serve a comunicação interna de uma empresa? Por que dispender recursos com profissionais que nada mais fazem do que atualizar e produzir jornais e murais voltados para o público interno, tarefa outrora delegada a uma das secretárias da organização?

Essas e outras perguntas continuam sem resposta para muitos executivos com poder de decisão em empresas de médio e grande porte. Para respondê-las, é preciso, antes de mais nada, pensar na própria realidade político-social em que se está inserido.

A empresa, independente de seu tamanho, é parte desse contexto, com poder de influência, mas também influenciada. Não há mais como fugir dessa verdade. Responsabilidade social e imagem corporativa são importantes para o consumidor do produto ou serviço oferecido, mas, antes disso, afetam decisivamente o empregado e toda a relação que ele desenvolverá com a empresa em que trabalha. Todos estão mais exigentes e demandam diálogo e informações transparentes.

Daí a importância da comunicação interna para a própria sobrevivência do negócio. Se credibilidade é fundamental para o mercado, ela deve ser parte da rotina da empresa, e isso abrange seu relacionamento com os empregados. Eles precisam acreditar na empresa antes que os próprios consumidores venham a escolhê-la. É essa crença – calcada em princípios verdadeiros – que faz com que todos produzam mais e melhor.

Despertar o interesse e estimular a colaboração do cliente interno é o maior desafio da comunicação corporativa que ganha espaço em um mercado cada vez mais especializado. Atingir esse objetivo, no entanto, requer mais do que bons profissionais. É preciso que as iniciativas de comunicação, sejam elas voltadas para dentro ou para fora da empresa, estejam em consonância; integradas por uma política de comunicação que faça parte, isso sim, da estratégia da empresa.

*Mônica Alvarenga é jornalista e diretora da MÚLTIPLA Comunicação

Ombudsman

Arquivar em: Campo Profissional de Relações Públicas, Ferramentas de Comunicação Digital, Sem Categoria — Diferencial Comunicação Empresarial at 4:01 pm on Quarta-feira, Outubro 18, 2006

O que é o cargo?

Ombudsman é uma palavra sueca que significa representante do cidadão. Designa, nos países escandinavos, o ouvidor-geral -função pública criada para canalizar problemas e reclamações da população. Na imprensa, o termo é utilizado para designar o representante dos leitores dentro de um jornal. A função de ombudsman de imprensa foi criada nos Estados Unidos nos anos 60. Chegou ao Brasil num domingo, dia 24 de setembro de 89, quando a Folha, numa decisão inédita na história do jornalismo latino-americano, passou a publicar semanalmente a coluna de seu ombudsman.

A Folha examinava a criação do cargo desde 1986, motivada pelo sucesso das experiências do diário espanhol "El País" e do norte-americano "The Washington Post". O jornal assumiu o objetivo de ter seu próprio ombudsman, um profissional dedicado a receber, investigar e encaminhar as queixas dos leitores; realizar a crítica interna do jornal e, uma vez por semana, aos domingos, produzir uma coluna de comentários críticos sobre os meios de comunicação -na qual a Folha deveria ser um dos alvos privilegiados.

Para exercer o cargo com independência, o jornal instituiu o mandato de um ano para cada ombudsman, com a possibilidade de apenas uma única renovação de mais um ano. Essa possibilidade, posteriormente, foi expandida, para duas renovações (três anos de mandato). O profissional não pode ser demitido durante o mandato e tem estabilidade de mais seis meses no jornal após deixar a função.


O atual ombudsman da Folha de S.Paulo é Marcelo Beraba.

Publicado pela Folhaonline Folha Online

Blog coletivo com patrocínio

Arquivar em: Ferramentas de Comunicação Digital, Lista de Links — Diferencial Comunicação Empresarial at 2:17 pm on Quarta-feira, Outubro 18, 2006

Modelo de negógio: blog coletivo com patrocínio

 Blog-projeto foi criado para relatar o clima de um grande evento, com vários autores postando texto, vídeo e podcasts. A primeira tentativa foi na Copa do Mundo, com a ajuda de serviços como Skype, Flickr, Youtube e Podcast1.

Por Eduardo Lins

Em maio passado, pouco antes da Copa do Mundo, comentamos aqui sobre um projeto com a proposta de cobrir as emoções dos bastidores da Copa do ponto de vista de torcedores. E lançamos a pergunta: "É possível criar um realityshow na internet, a partir do conceito de blog?"

Questões como essa estavam no artigo Blog tenta emplacar mistura de copa e reality-show, que contava da expectativa de um grupo de torcedores de partida para a Alemanha com a proposta de manter um blog, o Realitycup, onde tentaria passar ao público brasileiro o que encontraria por lá.

Hoje, ao analisar os resultados do projeto vemos que boa parte dos objetivos foram alcançados.

Ferramentas gratuitas

O blog procurou criar mecânicas interativas para atrair e reter o público e para isso usou ferramentas de uso gratuito. As fotos eram publicadas no Flickr e os vídeos usavam a banda do YouTube. Os podcasts eram gravados e publicados no Podcast1.

O Skypcast conseguiu promover uma sala de bate-papo de verdade (as pessoas podiam literalmente conversar ouvindo os aventureiros online) – o novo recurso do Skype foi muito apreciado pelo projeto, pois permite níveis de interação até então muito raros pela internet. Além dessas mecânicas, os usuários poderiam deixar recados aos participantes e comentar os posts que eram publicados direto da Alemanha diariamente.

A estratégia de divulgação do site foi baseada em ações virais, como criar comunidades no orkut, enviar e-mails entre amigos e troca de banners com alguns parceiros. Apesar dos bons números gerados durante os 30 dias da Copa do Mundo, não foi investido nenhum centavo na divulgação do site. Ainda assim, os vídeos foram vistos mais de 5000 vezes no YouTube, algumas fotos foram clicadas mais de 3000 vezes.

Podem parecer números tímidos, mas pelo curto período de tempo possível para divulgar o site e pela altíssima concorrência por conteúdos na Copa do Mundo, vemos que o site realmente teve bons resultados.

Lições aprendidas

Mas o que afinal sustentou esses números? Qual o segredo do sucesso do projeto? Em primeiro lugar, só foi possível realmente a aproximação do projeto ao conceito de realityshow por conta do estímulo e eficiência na geração de conteúdo.

É fundamental que as pessoas envolvidas em projetos semelhantes mantenham o compromisso de coletar material interessante para ir ao ar. A motivação permanece e o RealityCup já pensa na versão olímpica do site, em Pequim 2008.

Métricas e edição

Em segundo lugar, foi fundamental para o projeto ter uma equipe no Brasil para medir diariamente os resultados, filtrar e publicar o conteúdo, com a seleção das melhores fotos e vídeos mais interessantes e a transmissão para os participantes do que mais estava agradando o público.

O acesso a alguns vídeos triplicou a partir do momento em que a equipe de planejamento e suporte, através de métricas, decidiu mudar o layout da página principal do site.

Faltou mais rapidez na publicação

Um problema que ficou claro no projeto foi a demora na geração e publicação do conteúdo. Por conta das dificuldades de se encontrar conexão wi-fi a um preço justo ou conseguir LAN houses abertas depois das 23h na Alemanha, os participantes precisavam aguardar o outro dia para enviar o material para o Brasil.

Se houvesse parceria de alguma operadora de celulares poderiam ser usadas as redes GPRS na Europa. O fuso horário também atrapalhou um pouco, pois quando os participantes mandavam o conteúdo para o Brasil, pela manhã, a equipe de apoio ainda dormia, com isso as novidades demoravam mais tempo para serem publicadas.

Os participantes do projeto não foram à Alemanha por passeio. A expectativa era conseguir patrocínios para o site, com seus vídeos e podcasts, de forma a minimizar os custos na primeira versão do RealityCup e transformar o site em um negócio.

Como o projeto ficou pronto apenas dois meses antes da Copa do Mundo não foi possível conquistar tantos parceiros quanto desejável. O projeto acabou sendo bancado por iniciativa dos empreendedores que em parte arcaram com despesas de viagem e de produção e manutenção do site durante a Copa.

Números e argumentos para iniciantes

A experiência adquirida permitiu planos melhor estruturados, métricas e melhores argumentos para os anunciantes na próxima viagem. Eles também buscarão parceiros que ajudem a arcar com custos como passagens, acomodação, comunicação (celulares e conexões wi-fi) e também hospedagem do site em um grande portal.

Esse pessoal deu um grande passo rumo a novas idéias e mecânicas e certamente há muito o que melhorar. Vamos aguardar as novidades em 2008 nas Olimpíadas ou quem sabe no ano que vem, na Copa América da Venezuela, em julho. [Webinsider].

Sobre o autor

Eduardo Lins (eduardo.henrique@movile.com.br) é CEO da Infosoftware Consulting e apresenta treinamento junto ao I-Group